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Terminar um relacionamento pode parecer o fim do mundo. Quase todo mundo passa por estas transições dissonantes em algum momento de suas vidas românticas, experimentando a perda insuportável, a confusão e o desespero tão característicos desses momentos.
Felizmente, um número crescente de estratégias baseadas em evidências científicas pode ajudá-lo a lidar com esse momento de crise.
A verdade é que as nossas reações individuais ao fim de um relacionamento romântico variam. Elas são muitas vezes moldadas por fatores como idade, sexo, nível de envolvimento emocional e até mesmo o nosso estilo de vínculo. “Por exemplo, se a relação tinha sido abusiva e você percebe que agora está numa situação melhor, você pode enxergar o rompimento como algo bastante positivo”, diz a psicóloga Xiaomeng Xu, da Universidade Estual de Idaho (ISU). “Por outro lado, se você foi extremamente feliz no relacionamento e o rompimento veio como uma surpresa, você provavelmente terá uma resposta sentimental muito negativa sobre o que aconteceu”.
A ansiedade pós-término também tem sido associada a outros sentimentos e comportamentos negativos, incluindo a preocupação permanente com um ex-parceiro, extremo sofrimento físico e emocional, esforços irrealistas e exagerados para voltar a ficar juntos, motivações sexuais relacionadas aos antigos parceiros, estratégias de enfrentamento disfuncionais, comportamento colérico e vingativo.
O psicólogo da Universidade de Monmouth (Estados Unidos) Gary Lewandowski diz que as pessoas tendem a experimentar uma grande variedade de emoções após um término – incluindo tristeza, solidão, raiva, angústia e confusão. Ao mesmo tempo, esses sentimentos podem ser acompanhados de emoções positivas, como alívio, liberdade, otimismo e empoderamento.
Não surpreendentemente, as pessoas que entram com a bunda no belíssimo acordo de pé na bunda, geralmente se sentem mais angustiadas do que a pessoa que instigou o término. Mas, ainda assim, a situação é bastante desagradável para a pessoa que tomou esta decisão. Na verdade, os psicólogos não tendem a encontrar muitas diferenças de “perturbação de identidade” (ou seja, o sentimento de “quem sou eu sem você” depois de um término) quando o assunto é quem iniciou o fim do relacionamento.
E lidar com esse sentimento de “quem sou eu sem você” é o primeiro passo para superar um rompimento.
Reconhecer que perdeu uma parte de si mesmo
Sabe-se que términos de relacionamentos quebram e mudam dramaticamente o autoconceito de uma pessoa. À medida que os casais se aproximam ao longo do tempo, o sentido que um indivíduo faz de si mesmo muitas vezes torna-se cada vez mais entrelaçado com o do outro.
E, de fato, cientistas mostraram que relações de longo prazo resultam em memórias interligadas, com os parceiros se tornando parte de um sistema cognitivo interpessoal – e cada pessoa depende da outra para preencher certas lacunas de memória. Assim, o fim de um relacionamento pode ser traumático em diversos níveis. Para muitas pessoas, é como perder um braço.
Junto com seus colegas, Erica B. Slotter, do Departamento de Psicologia da Universidade de Villanova, mostrou que as pessoas muitas vezes atribuem o fim de uma relação a mudanças, como na sua aparência, hobbies e até mesmo objetivos e valores. “Há também trabalhos mostrando que, se um relacionamento ajudou a expandir o nosso senso a respeito de nós mesmos – o que significa que ganhamos novas características/atributos através da nossa relação com o nosso parceiro – o nosso autoconceito, na verdade, diminui depois de uma separação”, conta.
Dito isto, se sentimos que a relação não nos ajudou a expandir o nosso autoconceito enquanto ela estava acontecendo, nós podemos experimentar sentimentos de autocrescimento ou redescoberta de quem somos após o término.
Após o fim de um relacionamento, podemos experimentar uma queda em algo chamado clareza de autoconceito; aquele sentido subjetivo que temos ao saber quem somos e a crença de que a nossa identidade é coesa e coerente.
“Após o fim de um relacionamento, há uma diminuição disto – nós, essencialmente, não temos tanta certeza de quem somos, na ausência do nosso ex”, diz ela. A diminuição da clareza de autoconceito depois dissolução da relação prevê o quanto cada um sofre com o fim daquele relacionamento.
Mas como isso pode ser usado a nosso favor? “Esta é uma questão em aberto a partir de um ponto de vista empírico”, explica Slotter. “Presumivelmente, a pessoa se recupera após o fim de um relacionamento, mas ainda não temos certeza de como é essa trajetória ou de todos os fatores que podem alterá-la. Estudos sobre autocrescimento e autoexpansão sugerem que tentar ativamente redescobrir o que te faz feliz e pode te definir como um indivíduo sem o seu ex-parceiro pode ajudar”.
Concentre-se no positivo
Segundo Lewandowski, outra maneira de se reestruturar depois é focar propositadamente nos aspectos positivos do término. Em seu estudo, os participantes deveriam relaxar e escrever sobre seus mais profundos pensamentos e sentimentos positivos sobre o relacionamento que acabou. “O importante foi que eles cavaram em suas mais profundas emoções positivas, a fim de explorá-las em sua escrita”.
O pesquisador diz que as pessoas deviam se concentrar em três momentos:
– Fatores que achamos que levaram à separação e sobre o rompimento em si;
– As consequências do rompimento alguns dias após o ocorrido;
– As consequências do rompimento algumas semanas após o ocorrido.
– As consequências do rompimento alguns dias após o ocorrido;
– As consequências do rompimento algumas semanas após o ocorrido.
Ele diz que escrever sobre o término é uma estratégia de enfrentamento eficaz por alguns motivos: por ser algo relativamente rápido e fácil de fazer, por ser barato e por ser acessível. Escrever ajuda as pessoas a entender melhor o que está acontecendo. “No caso específico do relacionamento, estes textos forçam as pessoas a pensar sobre o término de uma forma que a maioria não faz. Em vez de terem a experiência mais comum de chafurdar na tristeza e ruminar sobre os aspectos negativos, esses incentivos encorajam as pessoas a se concentrar nas coisas boas (e há sempre alguma)”.
Lidar com os sintomas de abstinência
A pesquisa mostrou também que se apaixonar ativa muitas das mesmas regiões do cérebro que outras atividades prazerosas. Namorar alguém durante um longo período de tempo logo começa a assemelhar-se a um vício em uma droga. Conforme mostrado em ressonâncias magnéticas, os mecanismos de recompensa que são responsáveis pela dependência de cocaína, ou os desejos por comida, tornam-se ativos quando as pessoas que recentemente passaram por um término veem fotos de seus ex-namorados.
Como a antropóloga e neurocientista Helen Fisher apontou em um estudo de 2010: “Em comparação com os dados de indivíduos felizes e apaixonados, a ativação ATV regional sugere que os sistemas de recompensa/sobrevivência mesolímbicas estão envolvidas na paixão romântica, independentemente de se é feliz ou infeliz no amor”. A ATV, ou a área tegmental ventral, é conhecida pela produção de dopamina após o recebimento de algum tipo de recompensa.
Consequentemente, este processo se assemelha a falta de prazer que os viciados sentem depois de tomar uma dose de cocaína ou álcool; embora o sistema de recompensa proporcione prazer em primeiro lugar, com o tempo, ativar o sistema de recompensa apenas proporciona alívio da angústia, ou um retorno a uma linha de base ou sentimento neutro. Em outras palavras, o amor se assemelha a uma droga.
Um amor só se cura com outro?
Depois de um término, muitas vezes é aconselhado que as pessoas evitem entrar em um novo relacionamento até que algum tempo já tenha passado. Esta é uma crença comum de que ir para um novo relacionamento antes das emoções de um relacionamento anterior serem resolvidas é uma má ideia. Mas ainda não há muita pesquisa para explorar as consequências da chamada relação de “rebote” – a famosa técnica de usar um amor para esquecer do outro.
“Estudos recentes têm mostrado que o tempo necessário entre as relações não prevê quanto tempo a segunda das duas relações (o rebote) dura”, explica Slotter. “Há trabalhos mostrando que se envolver mais cedo ou mais tarde prevê que indivíduos sintam-se mais confiantes em sua conveniência como parceiros, com níveis mais elevados de bem-estar e alimentando menos sentimentos por seus ex”.
Sobre o que não fazer depois de um término, Xiaomeng diz que não devemos desconsiderar a nossa saúde física e mental. Devemos evitar comportamentos de risco, como consumo excessivo de álcool, abuso de drogas, ter sexo desprotegido por “vingança” e assim por diante. Além disso, devemos tentar evitar a obsessão a respeito de nossos antigos parceiros e não persegui-los pessoalmente ou online. E, de fato, estudos têm mostrado que provavelmente não é uma boa ideia continuar amigo do seu ex-parceiro no Facebook.
Por último, não os ameace ou prejudique, seja fisicamente ou psicologicamente.
Seguindo em frente
Em resumo, aqui estão 14 dicas práticas para ajudá-lo a se recuperar de um término:
1 – Entender e reconhecer o fato de que você vai experimentar uma grande variedade de emoções – e não importa se você foi o dispensado ou se foi você quem instigou o término;
2 – Cuide de si mesmo: não se esqueça de dormir bem, comer bem e exercitar-se;
3 – Evite beber para esquecer, abusar de drogas e fazer sexo por vingança;
4 – Não persiga ou ameace o seu ex-parceiro;
5 – Socialize com outras pessoas que podem fornecer apoio positivo;
6 – Não tenha medo de procurar ajuda profissional para ajudá-lo a lidar com o término;
7 – É normal não se sentir normal consigo mesmo. A perda do autoconceito é uma parte natural do processo de cura;
8 – Reconstrua a sua autoidentidade, redescubra o que te faz feliz e o que define você como uma pessoa sem o seu ex-parceiro. Pense nisso como uma oportunidade de crescimento;
9 – Concentre-se nos aspectos positivos do término, como ter um novo começo, voltar a se envolver com passatempos que você costumava fazer e assim por diante. Concentre-se em sentimentos positivos, como alívio, liberdade, otimismo e empoderamento;
10 – Envolva-se em exercícios de expressão oral e escrita em que você articule claramente seus mais profundos pensamentos e sentimentos positivos sobre o relacionamento que terminou;
11 – Não tenha medo de um relacionamento “rebote” – mas tenha certeza que você está entrando nele pelas razões certas;
12 – Se o seu parceiro começa a namorar outra pessoa, dê-lhe espaço e respeite o novo relacionamento. É importante lembrar que seu ex-parceiro é alguém com que você se importava muito (e talvez ainda se importe), então você deve fazer o que você faria com qualquer outro amigo e lhe desejar o melhor;
13 – Aprecie o fato de que muito do que está acontecendo é neurológico e há um limite do que você pode fazer para lidar com isso;
14 – Dê a si mesmo tempo para se curar.
2 – Cuide de si mesmo: não se esqueça de dormir bem, comer bem e exercitar-se;
3 – Evite beber para esquecer, abusar de drogas e fazer sexo por vingança;
4 – Não persiga ou ameace o seu ex-parceiro;
5 – Socialize com outras pessoas que podem fornecer apoio positivo;
6 – Não tenha medo de procurar ajuda profissional para ajudá-lo a lidar com o término;
7 – É normal não se sentir normal consigo mesmo. A perda do autoconceito é uma parte natural do processo de cura;
8 – Reconstrua a sua autoidentidade, redescubra o que te faz feliz e o que define você como uma pessoa sem o seu ex-parceiro. Pense nisso como uma oportunidade de crescimento;
9 – Concentre-se nos aspectos positivos do término, como ter um novo começo, voltar a se envolver com passatempos que você costumava fazer e assim por diante. Concentre-se em sentimentos positivos, como alívio, liberdade, otimismo e empoderamento;
10 – Envolva-se em exercícios de expressão oral e escrita em que você articule claramente seus mais profundos pensamentos e sentimentos positivos sobre o relacionamento que terminou;
11 – Não tenha medo de um relacionamento “rebote” – mas tenha certeza que você está entrando nele pelas razões certas;
12 – Se o seu parceiro começa a namorar outra pessoa, dê-lhe espaço e respeite o novo relacionamento. É importante lembrar que seu ex-parceiro é alguém com que você se importava muito (e talvez ainda se importe), então você deve fazer o que você faria com qualquer outro amigo e lhe desejar o melhor;
13 – Aprecie o fato de que muito do que está acontecendo é neurológico e há um limite do que você pode fazer para lidar com isso;
14 – Dê a si mesmo tempo para se curar.
O fato é que, apesar de nos acharmos mais espertos agora do que nunca, tem uma coisa na qual os seres humanos só ficam cada vez piores: em relacionamentos. Hoje em dia, a maioria dos nossos relacionamentos simplesmente falha; não há maneira de argumentar com isso.
Então, talvez nós precisemos de um sinal que mostre que a nossa relação está se deteriorando antes que seja tarde demais. Claro, todos gostariam de poder ver o fim de um relacionamento a um quilômetro de distância, mas muitos precisam de uma ajudinha. Que tal ler com muita atenção?
Não há melhor maneira de apressar o fim de um relacionamento do que simplesmente assumir que seu parceiro estará sempre lá para tornar sua vida mais fácil. Reconhecer o esforço de seu parceiro é imprescindível. Dizer “obrigado” e “por favor” faz parte da relação. Afinal, você não trataria um estranho em sua casa de forma diferente, então por que trataria a pessoa que você ama pior?
2 – Parar de conversar
No início do relacionamento, o casal não consegue parar de falar. Passa a noite toda conversando, ou incontáveis horas ao telefone, ou abraçados em um sofá. A relação morre quando as duas pessoas param de se falar. Claro, não só falar: ter conversas honestas que os casais têm todo o tempo no início de um relacionamento, mas que desaparecem com o tempo.
Isso é uma progressão natural na maioria dos relacionamentos. A chave é não deixar que as conversas sumam de vez. De vez em quando, o casal deve compartilhar o que é realmente importante para cada um.
3 – Parar de expressar seus sentimentos
À medida que avançamos em uma relação, é também natural parar de dizer “eu te amo” com tanta frequência, ou até mesmo demonstrar raiva e outros sentimentos. É como se os extremos de nossas emoções acabassem, e tudo que resta é um monte de sentimentos sem graça.
Ainda assim, permanece sendo importante compartilhá-los. Sim, os sentimentos apaixonados enlouquecidos do início de qualquer relacionamento tendem a desaparecer, mas isso não significa que você parou de sentir, ou que você deveria parar de dizer o que sente; só é diferente.
4 – Parar de ouvir
Ninguém gosta de não ser ouvido. Portanto, não há melhor maneira de matar um relacionamento do que parar de ouvir o que seu parceiro tem a dizer. Isso mostra uma falta de respeito pela pessoa, e impede o relacionamento de crescer ou prosperar.
Especialmente importante é uma coisa chamada escuta ativa, que mostra ao seu parceiro que você está realmente engajado na conversa.
5 – Acabar com o divertimento
Nós nos juntamos por muitas razões: perspectivas comuns, atração física, espiritualidade compartilhada, vida profissional compartilhada, etc., mas também desfrutamos de uma companhia simplesmente porque é divertido!
Quando a diversão deixa um relacionamento, pode ser um sinal de que ele está acabando. Diversão faz parte da vida e é definitivamente parte de qualquer relacionamento saudável. É importante continuar se divertindo conforme o relacionamento amadurece.
Ama dançar, mas não faz isso em anos? Saia de casa. Conheceram-se durante uma caminhada, mas nunca mais pisaram num ambiente ao livre? Eis sua grande chance.
6 – Dizer o que o outro tem que fazer
Quantos não são culpados disso. Ninguém gosta de ser mandado, de ser dito o que fazer ou como fazê-lo. Enquanto algumas pessoas são mais abertas a “sugestões” do que outras, elas podem logo ser encaradas como ordens por um bom motivo.
Sério? Tem um jeito melhor de limpar a pia? Que bom, use-o da próxima vez que for fazer isso então. Quando for oferecer conselhos não solicitados, tenha em mente que é melhor você fazer o que você acha melhor sem que os outros deem palpite.
Isso pode ser um sinal da necessidade de “controlar” os outros, ou uma forma como algumas pessoas foram educadas. Em qualquer caso, é um mau hábito que você deve tentar reduzir em seu relacionamento.
7 – Ameaçar
Seja uma ameaça de terminar, bater, contar um segredo, isso nunca é um bom sinal para um relacionamento saudável. Ameaças são muitas vezes feitas em um ato de desespero, como uma tentativa de recuperar o controle. No entanto, as ameaças mais adequadas para birras infantis do que para um relacionamento adulto. Quando um parceiro recorre a ameaças, é hora de reavaliar o potencial da relação.
8 – Ignorar seu parceiro
A única coisa pior do que ser odiado por alguém é simplesmente ser ignorado por ele. A pessoa não se importa o suficiente nem para perder a energia da raiva com você.
O mesmo acontece com os relacionamentos. Se você resolve ignorar seu parceiro (ou vice-versa) por qualquer período de tempo maior do que alguns dias, isso é um sinal de que o relacionamento está totalmente em apuros.
A boa notícia de tudo que foi aqui exposto é que estes sinais não significam necessariamente que vocês não têm mais chance. Há sempre esperança, especialmente quando ambas as partes reconhecem esses sinais e decidem que querem fazer o possível para melhorar.
Se não conseguirem sozinhos, há sempre a terapia em casal. Converse com seu parceiro sobre as suas preocupações. Muitas relações podem ser salvas se os dois estiverem empenhados em mudá-la.
Terminar um relacionamento pode parecer o fim do mundo. Quase todo mundo passa por estas transições dissonantes em algum momento de suas vidas românticas, experimentando a perda insuportável, a confusão e o desespero tão característicos desses momentos.
Felizmente, um número crescente de estratégias baseadas em evidências científicas pode ajudá-lo a lidar com esse momento de crise.A verdade é que as nossas reações individuais ao fim de um relacionamento romântico variam. Elas são muitas vezes moldadas por fatores como idade, sexo, nível de envolvimento emocional e até mesmo o nosso estilo de vínculo. “Por exemplo, se a relação tinha sido abusiva e você percebe que agora está numa situação melhor, você pode enxergar o rompimento como algo bastante positivo”, diz a psicóloga Xiaomeng Xu, da Universidade Estual de Idaho (ISU). “Por outro lado, se você foi extremamente feliz no relacionamento e o rompimento veio como uma surpresa, você provavelmente terá uma resposta sentimental muito negativa sobre o que aconteceu”.
A ansiedade pós-término também tem sido associada a outros sentimentos e comportamentos negativos, incluindo a preocupação permanente com um ex-parceiro, extremo sofrimento físico e emocional, esforços irrealistas e exagerados para voltar a ficar juntos, motivações sexuais relacionadas aos antigos parceiros, estratégias de enfrentamento disfuncionais, comportamento colérico e vingativo.
O psicólogo da Universidade de Monmouth (Estados Unidos) Gary Lewandowski diz que as pessoas tendem a experimentar uma grande variedade de emoções após um término – incluindo tristeza, solidão, raiva, angústia e confusão. Ao mesmo tempo, esses sentimentos podem ser acompanhados de emoções positivas, como alívio, liberdade, otimismo e empoderamento.
Não surpreendentemente, as pessoas que entram com a bunda no belíssimo acordo de pé na bunda, geralmente se sentem mais angustiadas do que a pessoa que instigou o término. Mas, ainda assim, a situação é bastante desagradável para a pessoa que tomou esta decisão. Na verdade, os psicólogos não tendem a encontrar muitas diferenças de “perturbação de identidade” (ou seja, o sentimento de “quem sou eu sem você” depois de um término) quando o assunto é quem iniciou o fim do relacionamento.
E lidar com esse sentimento de “quem sou eu sem você” é o primeiro passo para superar um rompimento.
Reconhecer que perdeu uma parte de si mesmo
Sabe-se que términos de relacionamentos quebram e mudam dramaticamente o autoconceito de uma pessoa. À medida que os casais se aproximam ao longo do tempo, o sentido que um indivíduo faz de si mesmo muitas vezes torna-se cada vez mais entrelaçado com o do outro.
E, de fato, cientistas mostraram que relações de longo prazo resultam em memórias interligadas, com os parceiros se tornando parte de um sistema cognitivo interpessoal – e cada pessoa depende da outra para preencher certas lacunas de memória. Assim, o fim de um relacionamento pode ser traumático em diversos níveis. Para muitas pessoas, é como perder um braço.
Junto com seus colegas, Erica B. Slotter, do Departamento de Psicologia da Universidade de Villanova, mostrou que as pessoas muitas vezes atribuem o fim de uma relação a mudanças, como na sua aparência, hobbies e até mesmo objetivos e valores. “Há também trabalhos mostrando que, se um relacionamento ajudou a expandir o nosso senso a respeito de nós mesmos – o que significa que ganhamos novas características/atributos através da nossa relação com o nosso parceiro – o nosso autoconceito, na verdade, diminui depois de uma separação”, conta.
Dito isto, se sentimos que a relação não nos ajudou a expandir o nosso autoconceito enquanto ela estava acontecendo, nós podemos experimentar sentimentos de autocrescimento ou redescoberta de quem somos após o término.
Após o fim de um relacionamento, podemos experimentar uma queda em algo chamado clareza de autoconceito; aquele sentido subjetivo que temos ao saber quem somos e a crença de que a nossa identidade é coesa e coerente.
“Após o fim de um relacionamento, há uma diminuição disto – nós, essencialmente, não temos tanta certeza de quem somos, na ausência do nosso ex”, diz ela. A diminuição da clareza de autoconceito depois dissolução da relação prevê o quanto cada um sofre com o fim daquele relacionamento.
Mas como isso pode ser usado a nosso favor? “Esta é uma questão em aberto a partir de um ponto de vista empírico”, explica Slotter. “Presumivelmente, a pessoa se recupera após o fim de um relacionamento, mas ainda não temos certeza de como é essa trajetória ou de todos os fatores que podem alterá-la. Estudos sobre autocrescimento e autoexpansão sugerem que tentar ativamente redescobrir o que te faz feliz e pode te definir como um indivíduo sem o seu ex-parceiro pode ajudar”.
Concentre-se no positivo
Segundo Lewandowski, outra maneira de se reestruturar depois é focar propositadamente nos aspectos positivos do término. Em seu estudo, os participantes deveriam relaxar e escrever sobre seus mais profundos pensamentos e sentimentos positivos sobre o relacionamento que acabou. “O importante foi que eles cavaram em suas mais profundas emoções positivas, a fim de explorá-las em sua escrita”.
O pesquisador diz que as pessoas deviam se concentrar em três momentos:
– Fatores que achamos que levaram à separação e sobre o rompimento em si;
– As consequências do rompimento alguns dias após o ocorrido;
– As consequências do rompimento algumas semanas após o ocorrido.
– As consequências do rompimento alguns dias após o ocorrido;
– As consequências do rompimento algumas semanas após o ocorrido.
Ele diz que escrever sobre o término é uma estratégia de enfrentamento eficaz por alguns motivos: por ser algo relativamente rápido e fácil de fazer, por ser barato e por ser acessível. Escrever ajuda as pessoas a entender melhor o que está acontecendo. “No caso específico do relacionamento, estes textos forçam as pessoas a pensar sobre o término de uma forma que a maioria não faz. Em vez de terem a experiência mais comum de chafurdar na tristeza e ruminar sobre os aspectos negativos, esses incentivos encorajam as pessoas a se concentrar nas coisas boas (e há sempre alguma)”.
Lidar com os sintomas de abstinência
A pesquisa mostrou também que se apaixonar ativa muitas das mesmas regiões do cérebro que outras atividades prazerosas. Namorar alguém durante um longo período de tempo logo começa a assemelhar-se a um vício em uma droga. Conforme mostrado em ressonâncias magnéticas, os mecanismos de recompensa que são responsáveis pela dependência de cocaína, ou os desejos por comida, tornam-se ativos quando as pessoas que recentemente passaram por um término veem fotos de seus ex-namorados.
Como a antropóloga e neurocientista Helen Fisher apontou em um estudo de 2010: “Em comparação com os dados de indivíduos felizes e apaixonados, a ativação ATV regional sugere que os sistemas de recompensa/sobrevivência mesolímbicas estão envolvidas na paixão romântica, independentemente de se é feliz ou infeliz no amor”. A ATV, ou a área tegmental ventral, é conhecida pela produção de dopamina após o recebimento de algum tipo de recompensa.
Consequentemente, este processo se assemelha a falta de prazer que os viciados sentem depois de tomar uma dose de cocaína ou álcool; embora o sistema de recompensa proporcione prazer em primeiro lugar, com o tempo, ativar o sistema de recompensa apenas proporciona alívio da angústia, ou um retorno a uma linha de base ou sentimento neutro. Em outras palavras, o amor se assemelha a uma droga.
Um amor só se cura com outro?
Depois de um término, muitas vezes é aconselhado que as pessoas evitem entrar em um novo relacionamento até que algum tempo já tenha passado. Esta é uma crença comum de que ir para um novo relacionamento antes das emoções de um relacionamento anterior serem resolvidas é uma má ideia. Mas ainda não há muita pesquisa para explorar as consequências da chamada relação de “rebote” – a famosa técnica de usar um amor para esquecer do outro.
“Estudos recentes têm mostrado que o tempo necessário entre as relações não prevê quanto tempo a segunda das duas relações (o rebote) dura”, explica Slotter. “Há trabalhos mostrando que se envolver mais cedo ou mais tarde prevê que indivíduos sintam-se mais confiantes em sua conveniência como parceiros, com níveis mais elevados de bem-estar e alimentando menos sentimentos por seus ex”.
Sobre o que não fazer depois de um término, Xiaomeng diz que não devemos desconsiderar a nossa saúde física e mental. Devemos evitar comportamentos de risco, como consumo excessivo de álcool, abuso de drogas, ter sexo desprotegido por “vingança” e assim por diante. Além disso, devemos tentar evitar a obsessão a respeito de nossos antigos parceiros e não persegui-los pessoalmente ou online. E, de fato, estudos têm mostrado que provavelmente não é uma boa ideia continuar amigo do seu ex-parceiro no Facebook.
Por último, não os ameace ou prejudique, seja fisicamente ou psicologicamente.
Seguindo em frente
Em resumo, aqui estão 14 dicas práticas para ajudá-lo a se recuperar de um término:
1 – Entender e reconhecer o fato de que você vai experimentar uma grande variedade de emoções – e não importa se você foi o dispensado ou se foi você quem instigou o término;
2 – Cuide de si mesmo: não se esqueça de dormir bem, comer bem e exercitar-se;
3 – Evite beber para esquecer, abusar de drogas e fazer sexo por vingança;
4 – Não persiga ou ameace o seu ex-parceiro;
5 – Socialize com outras pessoas que podem fornecer apoio positivo;
6 – Não tenha medo de procurar ajuda profissional para ajudá-lo a lidar com o término;
7 – É normal não se sentir normal consigo mesmo. A perda do autoconceito é uma parte natural do processo de cura;
8 – Reconstrua a sua autoidentidade, redescubra o que te faz feliz e o que define você como uma pessoa sem o seu ex-parceiro. Pense nisso como uma oportunidade de crescimento;
9 – Concentre-se nos aspectos positivos do término, como ter um novo começo, voltar a se envolver com passatempos que você costumava fazer e assim por diante. Concentre-se em sentimentos positivos, como alívio, liberdade, otimismo e empoderamento;
10 – Envolva-se em exercícios de expressão oral e escrita em que você articule claramente seus mais profundos pensamentos e sentimentos positivos sobre o relacionamento que terminou;
11 – Não tenha medo de um relacionamento “rebote” – mas tenha certeza que você está entrando nele pelas razões certas;
12 – Se o seu parceiro começa a namorar outra pessoa, dê-lhe espaço e respeite o novo relacionamento. É importante lembrar que seu ex-parceiro é alguém com que você se importava muito (e talvez ainda se importe), então você deve fazer o que você faria com qualquer outro amigo e lhe desejar o melhor;
13 – Aprecie o fato de que muito do que está acontecendo é neurológico e há um limite do que você pode fazer para lidar com isso;
14 – Dê a si mesmo tempo para se curar.
2 – Cuide de si mesmo: não se esqueça de dormir bem, comer bem e exercitar-se;
3 – Evite beber para esquecer, abusar de drogas e fazer sexo por vingança;
4 – Não persiga ou ameace o seu ex-parceiro;
5 – Socialize com outras pessoas que podem fornecer apoio positivo;
6 – Não tenha medo de procurar ajuda profissional para ajudá-lo a lidar com o término;
7 – É normal não se sentir normal consigo mesmo. A perda do autoconceito é uma parte natural do processo de cura;
8 – Reconstrua a sua autoidentidade, redescubra o que te faz feliz e o que define você como uma pessoa sem o seu ex-parceiro. Pense nisso como uma oportunidade de crescimento;
9 – Concentre-se nos aspectos positivos do término, como ter um novo começo, voltar a se envolver com passatempos que você costumava fazer e assim por diante. Concentre-se em sentimentos positivos, como alívio, liberdade, otimismo e empoderamento;
10 – Envolva-se em exercícios de expressão oral e escrita em que você articule claramente seus mais profundos pensamentos e sentimentos positivos sobre o relacionamento que terminou;
11 – Não tenha medo de um relacionamento “rebote” – mas tenha certeza que você está entrando nele pelas razões certas;
12 – Se o seu parceiro começa a namorar outra pessoa, dê-lhe espaço e respeite o novo relacionamento. É importante lembrar que seu ex-parceiro é alguém com que você se importava muito (e talvez ainda se importe), então você deve fazer o que você faria com qualquer outro amigo e lhe desejar o melhor;
13 – Aprecie o fato de que muito do que está acontecendo é neurológico e há um limite do que você pode fazer para lidar com isso;
14 – Dê a si mesmo tempo para se curar.
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