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De acordo com pesquisa Datafolha publicada nesta terça-feira (23), a população tem mudado de ideia com relação a dois temas da reforma política, pacote hoje em discussão no Congresso. Primeiro: o apoio majoritário ao instituto da reeleição desapareceu; 67% dos entrevistados são contra. Segundo: a rejeição à obrigatoriedade do voto bateu o recorde da série de pesquisas a respeito.
O apoio maciço ao fim da reeleição é inédito. Na primeira pesquisa sobre o tema, em 2005, 65% foi a favor do direito de o presidente concorrer a um novo mandato. Era véspera do ano eleitoral que teria o então presidente Lula concorrendo mais uma vez.
Dois anos depois, com Lula já reeleito, o apoio à reeleição recuou sete pontos, mas continuava sendo uma opinião compartilhada por mais da metade do eleitorado.
Agora, com a presidente Dilma Rousseff recém-reeleita batendo recorde de rejeição (65% a desaprovam), só 30% é favorável à reeleição.
Já os contrários pularam de 39% para 67%, desde o último estudo. Opiniões sobre reeleição para governadores e prefeitos são quase idênticas.
"A rejeição a Dilma pesa, mas não só. Há um contexto muito forte de rejeição geral à política, que vem desde junho de 2013", diz o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino.
Na Câmara, a extinção da reeleição foi aprovada em maio pelo placar de 452 votos a 19. Para vigorar, a regra precisa passar por nova votação na Casa e, depois, ser aprovada pelo Senado.
Outro resultado que coaduna com o sentimento de rejeição à política é o recorde de oposição ao voto obrigatório, que passou de 54% para 66% desde outubro de 2014.
O comportamento da Câmara, nesse caso, foi na contramão da opinião popular. A ideia do voto facultativo foi derrotada por 311 votos a 134.
O Datafolha também perguntou aos eleitores se eles iriam votar se não fosse obrigatório. De cada dez, seis responderam que não votariam.
É importante notar, nesse caso, que não se trata de uma opinião homogênea na sociedade. Se o voto fosse facultativo, são os mais pobres e os menos escolarizados os que mais deixariam de votar.
Na fatia dos que têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos, 62% votariam mesmo se fosse opcional. Entre os que estão abaixo de dois salários, só 35% votariam. Uma diferenciação parecida ocorre na segmentação por escolaridade: entre os que têm ensino superior, 56% votariam. No grupo dos que têm até o fundamental, 34%.
Nos Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório, o fenômeno é conhecido. Os mais pobres têm, proporcionalmente, participação menor.
O Datafolha também perguntou sobre a alteração do tempo de mandato dos políticos. A maioria (53%) disse ser favorável a cinco anos para todos os cargos eletivos, como aprovado pela Câmara.
A pergunta feita pelo instituto, porém, pode ter contaminado parte das respostas, admite Paulino. Isso porque, antes de colocar a questão, os entrevistadores informavam aos entrevistados que "políticos eleitos têm um mandato de quatro anos, com exceção de senadores, que têm mandato de oito anos".
Assim, fica impossível separar os que responderam mais motivados pelo desejo de reduzir os mandatos de senadores daqueles que podem ter respondido motivados pelo desejo de aumentar os mandatos dos demais políticos com cargo eletivo.
O Datafolha ouviu 2.840 pessoas nos dias 17 e 18 de junho. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
(Com informações da Folha de S. Paulo)
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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) alcançou 35% das intenções de voto, em uma simulação de eleição para presidente da República feita pelo Datafolha, o que garantiria ao político a liderança da corrida com dez pontos de vantagem sobre o ex-presidente Lula (PT). A pesquisa foi publicada neste domingo (21).
Em terceiro lugar, com 18% das intenções de voto, aparece a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PSB). Luciana Genro (PSOL), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e Eduardo Jorge (PV) alcançaram 2% cada um. Aécio, Marina, Luciana Genro e Eduardo Jorge concorreram à Presidência no ano passado. Mas foram derrotados pela presidente Dilma Rousseff, reeleita no segundo turno contra o senador tucano.
No levantamento do Datafolha, 11% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados. Outros 5% afirmaram não saber em quem votar.
O instituto também fez uma simulação de disputa presidencial com o nome do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no lugar de Aécio.
Neste caso, Lula e Marina empatariam tecnicamente em primeiro lugar com 26% e 25%, respectivamente - a margem de erro do levantamento é de dois pontos para mais ou para menos.
Alckmin ficaria em terceiro lugar com 20%. Paes e Luciana Genro alcançariam 3% cada um. Eduardo Jorge ficaria com 2%. Brancos, nulos e nenhum somam 14%. Indecisos, 7%.
A eleição, nesse caso, ficaria mais parecida com a de 2006. Naquele ano, o principal adversário de Lula, que disputava a reeleição, foi Alckmin. No segundo turno, o petista venceu o tucano.
O Datafolha fez 2.840 entrevistas na quarta-feira (18) e na quinta (19).
[Com informações da Folha de S. Paulo]
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São Paulo, 20 jun (EFE).- A rejeição ao governo da presidente Dilma Rousseff subiu para 65%, o pior nível de sua gestão, e o senador Aécio Neves venceria as eleições de 2018 em uma eventual disputa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo indicou uma pesquisa divulgada neste sábado.
De acordo com o Instituto Datafolha, a rejeição à gestão da presidente só é superado pelo 68% que alcançou em setembro de 1992 o então presidente Fernando Collor de Mello, poucos dias antes de seu impeachment.
Em comparação com a pesquisa anterior realizada em abril, o índice de aprovação de Dilma caiu três pontos percentuais, até 10%.
Em abril, a desaprovação ao governo tinha alcançado 60% dos consultados e o aumento de cinco pontos percentuais em junho, de acordo com a pesquisa, está relacionado à insegurança sobre empregos e salários devido às medidas de ajuste fiscal adotadas pela equipe econômica.
Além disso, o instituto de pesquisa simulou também um eventual cenário eleitoral para 2018.
Segundo os consultados, Aécio, candidato do PSDB derrotado por Dilma no ano passado,
venceria o primeiro turno no pleito de 2018 com 35% das intenções de voto, contra 25% de Lula, potencial candidato do PT.
Marina Silva, terceira colocada nas eleições de 2010 e 2014 com 20% dos votos, teria em 2018 o apoio de 18% do eleitorado.
A pesquisa foi realizada nos dias 17 e 18 de junho com 2.840 pessoas em 174 municípios e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais.
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