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A escritora Vivian de Oliveira, autora da novela Os Dez Mandamentos, falou recentemente sobre o sucesso de seu trabalho na TV Record e afirmou que, apesar de estar em seu quarto trabalho ligado à Bíblia, não gosta de religião.
Vivian, 44 anos, casada, mãe, é formada em publicidade e foi criada no cristianismo. Na infância, era levada pelos pais à Igreja Adventista. Na juventude, flertou com outras vertentes, como o catolicismo e o espiritismo, mas encontrou paz no protestantismo da Igreja Nova.
Em entrevista concedida ao jornalista Leo Dias, do jornal O Dia, ela falou sobre seu trabalho de adaptar o texto bíblico para uma produção de dramaturgia, e disse que o processo “foi fácil”.
No âmbito pessoal, Vivian de Oliveira confessou que as questões burocráticas da religião não a atraem: “Sempre fui [evangélica]. Minha família é adventista. Quando eu nasci, era adventista. Na minha adolescência, meus pais deixaram a igreja e eu continuei buscando. Fui para o catolicismo, para o espiritismo… Estava buscando Deus mesmo. Quando fui fazer intercâmbio nos Estados Unidos, a família que me recebeu era protestante. Conheci a igreja e fiquei encantada. Eu não gosto de religião… Sou apaixonada por Jesus. Não gosto dessas proibições que nem existem na Bíblia”, frisou.
Questionada sobre como faz para conciliar a fé em Jesus e o desapego pelas igrejas, Vivian simplificou: “Eu gosto de Jesus, mas Ele mesmo não veio para pregar religião. Jesus veio para pregar o amor, a doação, a entrega… Muitas vezes, o homem distorce”, resumiu.
Sobre a novela, a autora disse que já esperava o sucesso alcançado. Na última sexta-feira, 11 de setembro, pela primeira vez uma produção da Record venceu uma novela das 21h00 da Globo.
“Em São Paulo deu 20 pontos de média. Era o que eu esperava mesmo […] porque a história é muito boa!”, concluiu.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta
quarta-feira (27), o Projeto de Lei do Senado (PLS) 286/14, que cria mais um
tipo de benefício da Previdência Social, o auxílio doença parental. A matéria é
terminativa na comissão.
De acordo com o projeto, será concedido auxílio-doença ao
segurado por motivo de doença do cônjuge, dos pais, dos filhos, do padrasto,
madrasta, enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste da sua
declaração de rendimentos. O auxílio se dará mediante comprovação por perícia
médica, até o limite máximo de doze meses.
A autora do projeto, senador Ana Amélia (PP-RS), afirmou, na
justificativa à proposta, que a matéria busca dar tratamento isonômico aos
segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) em relação aos segurados
dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Segundo ela, a regra em
vigor no RGPS prevê o benefício somente àquele que sofreu uma lesão
incapacitante ou que tem um problema psiquiátrico.
— Parece existir então o que se chama de proteção
insuficiente no que concerne aos segurados do regime geral, o que não se pode
permitir — disse no texto.
Ana Amélia ainda explicou que o pagamento do benefício nos
moldes defendidos seria uma forma de economia aos cofres públicos, já que a
presença do ente familiar pode auxiliar em diversos tratamentos e diminuir o
tempo de internação do paciente.
A relatora, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM),
salientou que há duas classes de segurados, os do Regime Próprio com direito ao
auxílio-doença parental e os do Regime Geral sem este direito, embora sem
vedação expressa. A proposta, a seu ver, corrige essa omissão.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da
Agência Senado)
Fonte:
http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/05/27/aprovado-na-cas-projeto-que-cria-auxilio-doenca-parental?utm_source=midias-sociais&utm_medium=midias-sociais&utm_campaign=midias-sociais
- Novo passaporte comum eletrônico brasileiro é lançado
A partir desta semana, o governo brasileiro passa a emitir o novo modelo de passaporte, que terá o prazo de validade dobrado de cinco para dez anos. O documento conta agora com novos mecanismos de segurança.
A emissão no novo formato já está sendo feita desde segunda-feira (6) pela Polícia Federal e a Casa da Moeda. O valor da taxa cobrada foi reajustada em 65%, e passou de R$ 156,07 para R$ 257,25. Entre as mudanças implementadas, a adoção de nova criptografia para assinatura digital, além de modificações na capa e imagem invisível fluorescente.
De acordo com o Ministério da Justiça, o país também passa a fazer parte do Diretório de Chaves Públicas da Organização Internacional da Aviação Civil, o que vai agilizar a verificação de autenticidade dos documentos.
O ministro interino das Relações Exteriores Sérgio Danese, que participou de cerimônia de lançamento no Ministério da Justiça, nesta sexta-feira, 10, ponderou que haverá uma defasagem na emissão das novas cadernetas em representações consulares do governo brasileiro no exterior por questões de logística.
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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), durante sessão que aprovou a PEC da redução da maioridade penal
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou há pouco que está tranquilo e apenas cumpriu o regimento na sessão que aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal. "Não há o que contestar. Ninguém é maluco. Não tomaremos decisões que sejam contra o regimento", afirmou Cunha.
Questionado como explicar para a sociedade o fato do texto ter sido rejeitado ontem e aprovado 24 horas depois, Cunha disse que "o processo legislativo tem que ser explicado". "Estamos absolutamente tranquilos com a decisão tomada. Só cumprimos o regimento", reforçou.
Após uma manobra apelidada pelos deputados governistas de "pedalada regimental" e mais de cinco horas de discussão sem manifestantes, mas com direito a dedos em riste e medidas procrastinatórias por parte dos partidos da base do governo, os parlamentares aprovaram por 323 votos a favor, 155 contra, duas abstenções e quatro obstruções a proposta que determina que jovens com mais de 16 e menos de 18 anos sejam punidos como adultos quando praticarem crimes hediondos, homicídio doloso (com intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte.
Deputados governistas acusaram Cunha de golpe e disseram que irão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Câmara, entretanto, afirmou que dificilmente eles conseguirão reverter à medida na Justiça. "Duvido que alguém tenha condições de tecnicamente me contestar uma vírgula", afirmou.
Cunha rebateu as acusações dos opositores a medida de que ele não sabia perder e disse que os deputados petistas usam "dois pesos e duas medidas". "Vou perder muitas é da prática do Parlamento", afirmou. "Quando dei interpretações em matérias de interesse o governo ninguém reclamava que a interpretação era duvidosa", disse.
Para o presidente da Casa, o PT foi derrotado. "Na verdade, eles foram derrotados na sua ideia porque a maioria da população brasileira quer isso (a redução)", afirmou.
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Deputados defensores da redução da maioridade penal comemoram aprovação da medida no plenário da Câmara
A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quinta-feira (2), em primeiro turno, a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, para homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. O texto "mais brando" votado nesta sessão foi considerado uma "pedalada regimental" do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para reverter a rejeição da proposta no dia anterior.
Na nova sessão, 323 deputados foram a favor, 155 deputados votaram contra a redução e houve ainda 2 abstenções. O texto ainda precisa passar pelo segundo turno de votação na Casa antes de ir para o Senado.
Na madrugada de quarta, outro texto que propunha a redução da maioridade foi rejeitado pelos deputados por cinco votos - são necessários 308 votos para a aprovação de PEC (Proposta de Emenda Constitucional), e apenas 303 haviam sido favoráveis.
O texto aprovado na sessão desta quinta prevê a redução da maioridade para 16 anos para jovens que cometerem crimes hediondos, como sequestro e estupro, homicídio doloso (com intenção de matar) ou lesão corporal seguida de morte. A diferença em relação ao texto derrotado na sessão anterior foi a retirada de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado do rol de crimes que fariam o jovem responder como um adulto.
A emenda aglutinativa foi acordada entre PMDB, líderes da oposição e deputados favoráveis à redução da maioridade penal, e sofreu críticas do PT, PC do B e PSOL, que classificaram como uma "pedalada regimental" de Cunha para ter sua vontade atendida.
Nas falas que defendiam a redução da maioridade penal, diversos deputados chamavam o "clamor das ruas" em defesa da aprovação do texto. Cerca de 87% dos brasileiros apoiam a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, segundo pesquisa de opinião feita pelo Datafolha no último dia 22 de junho.
Após tensão, sessão sem público
A votação da redução da maioridade penal na noite de terça foi acompanhada por intensos protestos a favor e contra a PEC. A polícia legislativa chegou a fazer uso de gás de pimentapara dispersar manifestantes que tentavam entrar na Câmara.
A sessão, que durou mais de quatro horas, teve presença de dezenas de estudantes contrários à redução da maioridade penal e que comemoram a rejeição do texto substitutivo.
- Deputados contrários ao projeto de redução da maioridade penal comemoram a rejeição da PEC na Câmara dos Deputados, em Brasília
A Câmara dos Deputados rejeitou, já na madrugada desta quarta-feira (1º), a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 171/93, que previa a redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos de idade para os crimes considerados "graves". No total, a proposta recebeu 184 votos contra, 303 votos a favor e 3 abstenções - por se tratar de emenda constitucional, eram necessários 308 votos a favor para que fosse aprovada. A votação contrária à proposta é vista como um duro golpe ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um dos principais incentivadores da medida.
Como o texto rejeitado foi o substitutivo apresentado pelo relator Laerte Bessa, a Câmara poderá votar, ainda nesta quarta-feira, a proposta original apresentada pelo ex-deputado federal Benedito Domingos (PR-DF), que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de idade para todos os crimes, e não apenas para os crimes hediondos e outros tipos considerados graves.
A PEC 171/93 foi apresentada em 1993 e, inicialmente, previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para todos os crimes. Em abril deste ano, uma comissão especial foi criada para analisar os detalhes da proposta. No último dia 17 de junho, com amplo apoio da chamadas bancadas da "Bala" e da "Bíblia", o relatório apresentado pelo relator da matéria, Laerte Bessa (PR-DF), foi aprovado.
O relatório apresentado por Bessa foi resultado de uma série de acordos organizados pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que temendo que a redução não fosse aprovada em plenário, aceitou fazer concessões ao texto.
Em vez da redução da maioridade para todos os crimes, o novo texto da PEC previa apenas a redução nos casos em que os jovens a partir de 16 anos cometessem crimes considerados graves. Nessa categoria encontram-se os chamados crimes hediondos, como estupro, sequestro, tortura, por exemplo, além de outros crimes avaliados como graves como a lesão corporal seguida de morte.
Desde que voltou a tramitar na Câmara, a PEC da maioridade penal foi alvo de inúmeras polêmicas. Organizações em defesa dos direitos humanos como a Anistia Internacional, Human Rights Watch e organismos internacionais como o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) se manifestaram contra a medida alegando que não há indícios de que a redução da maioridade penal iria contribuir para a redução da violência.
O governo também se posicionou contrário à proposta. Em abril, a presidente Dilma Rousseff (PT) declarou ser contra a proposta. Em seu perfil no Facebook, a presidente argumentou que "os adolescentes não são responsáveis por grande parte da violência praticada no país".
Nesta terça-feira, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que também diz ser contra a medida, comparou o impacto da redução da maioridade penal a uma "bomba atômica". "Não vejo consequência só para o governo, vejo para o país. É uma bomba atômica para o sistema prisional dos Estados", disse.
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A Anatel (Agência Nacional das Telecomunicações) anunciou nesta sexta-feira (26) o lançamento de um aplicativo para os consumidores registrarem reclamações sobre serviços de telecomunicações. O programa está disponível gratuitamente para as plataformas Android, iOSe Windows Phone.
"Está mais fácil registrar uma reclamação na Anatel. Mas é fundamental que o consumidor tente primeiro resolver o seu problema nos canais de relacionamento da própria prestadora, seja por telefone ou pela internet", explica Elisa Leonel, superintendente de relações com consumidores da Anatel, em comunicado enviado à imprensa.
De acordo com o órgão, o programa também permitirá que o consumidor acompanhe sugestões, pedidos de informação e ainda uma área com as principais dúvidas de clientes de serviços de comunicação registrados pela a agência reguladora.
Em 2014, a Anatel informou que recebeu cerca de 2,8 milhões de reclamações contra prestadoras de serviços de telecomunicações. Até o fim de maio deste ano, a agência registrou mais de 1,5 milhão de reclamações -- a maioria feita via contato telefônico (68%).
A ideia do aplicativo, segundo a Anatel, é tornar o registro de reclamações mais simples, uma vez que os próprios consumidores têm deixado de usar canais tradicionais, como chamadas telefônicas, para esse propósito.
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O sertanejo Cristiano Araújo morreu na manhã desta quarta-feira (24), após sofrer um grave acidente de carro na rodovia Transbrasiliana (BR-153), na altura do quilômetro 613, entre os municípios de Goiatuba e Morrinhos, em Goiás. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do artista.
O cantor havia acabado de fazer um show na cidade de Itumbiara, na madrugada desta quarta-feira (24).
O veículo em que estavam ele, a namorada, Allana Moraes, e outras duas pessoas saiu da pista e capotou por volta das 3h da manhã. Allana morreu no local.
Cristiano chegou a ser levado em estado grave para o Hospital Municipal da cidade de Morrinhos. De lá, foi transferido de helicóptero para Goiânia, mas chegou ao Hospital de Urgência de Goiânia sem vida.
O veículo em que estavam ele, a namorada, Allana Moraes, e outras duas pessoas saiu da pista e capotou por volta das 3h da manhã. Allana morreu no local.
Cristiano chegou a ser levado em estado grave para o Hospital Municipal da cidade de Morrinhos. De lá, foi transferido de helicóptero para Goiânia, mas chegou ao Hospital de Urgência de Goiânia sem vida.
São Paulo - O novo cálculo apresentado pelo governo para definir o valor das aposentadorias pode provocar um aumento no número de processos que correm à Justiça, segundo especialista. Na avaliação da advogada previdenciária Marta Gueller, sócia do escritório Gueller, Vidutto e Portanova, a alteração nas regras pode resultar num aumento no número de processos pedindo a "desaposentação".
Esse tipo de ação pede que os aposentados que voltaram ao mercado de trabalho possam cancelar os benefícios antigos, substituindo-os por outros de maior valor - de acordo com as novas contribuições feitas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O debate sobre "desaposentadoria" ainda aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Até agora, a Corte teve dois votos favoráveis e dois contrários. No fim de 2014, a Advocacia-Geral da União estimava em mais de 123 mil as ações judiciais pedindo a "desaposentação". O impacto financeiro previsto pelo INSS para os processos que tramitam na Justiça pode chegar a R$ 70 bilhões.
"Quando a Corte decidir (sobre a desaposentadoria), caso seja favorável, a pessoa ganhará os benefícios retroativos à data em que entrou na Justiça", explica Marta. Fora desse âmbito da "desaposentação", no entanto, Marta acha difícil que o Judiciário adote medidas retroativas para beneficiar os segurados.
Segundo a advogada, o STF já julgou ação similar sobre as pensões - que passaram pela mesma situação da Previdência - e decidiu que seria válida a lei da época do requerimento. "Mas, sempre que há mudança na legislação, abrem-se portas para interpretações. Existe o princípio da isonomia, que é tratar as pessoas de forma igual. Então, a pessoa tendo o mesmo tempo de contribuição e a mesma idade na data da aposentadoria, se obteve o benefício antes ou depois da Medida Provisória, teve tratamento desigual", diz.
Risco jurídico
Caso a Medida Provisória sofra alterações no Congresso, como já sinalizou o presidente do Senado, Renan Calheiros, isso aumentará ainda mais o risco jurídico. "Caso haja mudanças no Congresso e a presidente Dilma sancione, a regra mudará novamente. E aí pode gerar ações alegando insegurança jurídica e instabilidade. E, nesse caso, não há manifestação do Supremo a respeito", diz.
Mudança
No modelo proposto pelo governo, os contribuintes poderão se aposentar com 100% da média das contribuições que realizaram ao INSS quando a soma do tempo de contribuição e idade chegar a 85, no caso das mulheres, e 95, no caso dos homens. Se essa pontuação for alcançada até 2016, o fator previdenciário deixa de incidir. A partir daí, haverá um escalonamento até 2022.
"Quando se altera a regra dizendo que ela não é mais necessária, quem está lá atrás tende a pleitear a mudança", afirma Solange Vieira, economista e criadora do fator previdenciário.
Piora
Na avaliação da economista, a fórmula proposta pelo governo deve piorar o resultado das contas públicas do País. "A nova regra prejudica o equilíbrio atuarial, de se olhar para a Previdência como uma questão de pagar ao segurado uma poupança acumulada e rentabilizada por uma taxa de juros", diz. Para ela, há dois caminhos para tornar o sistema previdenciário do País sustentável: estabelecer uma capitalização separada para cada pessoa e, em seguida, fazer o cálculo em cima do valor acumulado ou se adotar uma política de idade mínima. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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São Paulo - A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, 19, mais uma fase da Operação Lava Jato. Os alvos são a Construtora Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez - duas das maiores empreiteiras do País, suspeitas de corrupção e cartel. Os executivos Márcio Farias e Rogério Araújo, da Odebrecht, foram presos.
Eles estão sob suspeita desde setembro de 2014 quando foram citados pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras como responsáveis pelo pagamento de US$ 23 milhões de propina da Odebrecht para uma conta aberta na Suíça.
Batizada da Operação Erga Omnes, a nova fase cumpre 59 mandados judiciais em quatro Estados - 38 mandados de busca e apreensão, nove mandados de condução coercitiva, oito mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária. Cerca de 220 policiais federais participam da operação. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.
Um dos locais é a sede da Odebrecht, em São Paulo. No fim de maio, a maior empreiteira do País afirmou à Polícia Federal, em petição, que "não participa de esquemas ilícitos, menos ainda com a finalidade de pagar vantagens indevidas a servidores públicos ou executivos de empresas estatais". A empresa rechaçou com veemência suspeitas sobre contratos com a Petrobras.
Em depoimento, o doleiro Alberto Youssef, personagem central da Lava Jato, afirmou que, além de operar propinas da empreiteira Andrade Gutierrez no esquema de desvios na Petrobras, também operou US$ 600 mil do Caixa 2 da empresa às vésperas de ser pego na operação.
Segundo o delator, a movimentação teria sido realizada no final de 2013 e início de 2014 e atendido inclusive a um pedido da diretoria da empreiteira na Venezuela. "Foi uma operação de US$ 300 mil que mandei para a DGX (conta utilizada pelo doleiro no exterior) e duas operações de US$ 150 mil, que não têm nada a ver com a Petrobras", relatou.
Propina paga pela Odebrecht é estimada em R$ 510 mi e pela Gutierrez,em R$ 200 mi
De São Paulo
Em entrevista na sede da Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira, 19, integrantes da força-tarefa da Lava Jato explicaram a mais recente fase da operação, deflagrada na manhã de hoje e que teve como alvo as empreiteiras Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht. Segundo o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, as prisões foram motivadas por pagamentos de propina no exterior via empresas off shore, principalmente a integrantes das diretorias de Abastecimento e Serviços da Petrobras.
As prisões desta sexta-feira foram feitas após delatores indicarem o recebimento de propina no exterior, segundo o procurador. Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco citaram a Odebrecht, mas Carlos Fernando disse que há outras provas dos pagamentos, além das delações. O procurador defendeu que havia elementos para os pedidos de prisão e que a etapa deflagrada na manhã de hoje é uma continuação da 7ª fase. Para ele, as empreiteiras Andrade Gutierrez e Norberto Odebrecht capitaneavam o esquema de cartel na Petrobras.
O delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula disse acreditar que os principais executivos das empresas sabiam do esquema e não combateram as práticas internamente. Bernardo Freiburghaus, que deixou o Brasil e foi morar na Suíça, sendo considerado foragido, foi apontado como o operador da Odebrecht no esquema.
A força-tarefa estimou em R$ 200 milhões o valor das propinas pagas pela Andrade Gutierrez no esquema da Petrobras. O valor da Odebrecht é ainda maior, R$ 510 milhões. Os investigadores disseram que a denúncia do caso Petrobras deve ser concluída até o final do ano e que a força tarefa espera apenas o término dos trabalhos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Prisões
O balanço da operação desta sexta-feira mostra que, dos 12 mandados prisão, temporárias ou preventivas, 11 já foram cumpridos. O executivo da Odebrecht César Ramos Rocha é o único que ainda não foi encontrado. Ele, no entanto, ainda não é considerado foragido.
Ampliar
19.jun.2015 - Alexandrino Alencar(c), diretor de Relações Internacionais da Odebrecht chega à Superintendência Regional da Polícia Federal, na zona oeste de São Paulo. Onze executivos das empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez foram presos na 14ª da operação Lava Jato deflagrada hoje. Batizada de operação Erga Omnes, a nova fase cumpre 59 mandados judiciais em quatro Estados, trinta e oito deles de busca e apreensão, nove mandados de condução coercitiva, oito mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. Leia mais Rafael Arbex/Estadão Conteúdo
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Jô Soares entrevista Dilma Rousseff no programa desta sexta-feira (12). A edição especial terá seus três blocos focados na conversa com a presidente, e o apresentador abordará o segundo mandato de Dilma, a crise econômica no país e os planos para o futuro.
O encontro será gravado no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília, e exibido no mesmo dia.
O apresentador já demonstrou várias vezes no ar o interesse em entrevistar a presidente do Brasil no "Programa do Jô". Em 2008, Dilma participou do programa como ministra da Casa Civil.
O encontro será gravado no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília, e exibido no mesmo dia.
O apresentador já demonstrou várias vezes no ar o interesse em entrevistar a presidente do Brasil no "Programa do Jô". Em 2008, Dilma participou do programa como ministra da Casa Civil.
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O acidente aéreo envolvendo os apresentadores Angélica e Luciano Huck não se transformou em tragédia por intervenção divina, segundo o piloto da aeronave, Osmar Frattini.
Uma pane em um dos motores fez o avião Embraer 820C, matrícula PT-ENM, perder altitude, o que motivou a decisão da tripulação – piloto e copiloto – em fazer um pouso de emergência numa área de pasto.
Com apenas um dos motores funcionando, o piloto avisou à torre de controle e ao esquadrão de resgate da Força Aérea Brasileira (FAB) que iria buscar uma área plana onde pudesse fazer um pouso de emergência, pois estava a dez minutos do aeroporto de Campo Grande (MS).
Ao encontrar o local, Frattini optou por desligar o motor que restava e não acionar o trem de pouso da aeronave. O piloto temeu que, com o motor funcionando, houvesse uma explosão no momento do impacto com o solo, e com o trem de pouso baixado, o avião pudesse capotar já que a aterrissagem era feita num pasto, e não em uma pista.
“Quando o avião pousou, foi preciso retirar todo mundo às pressas porque cheirava combustível”, relatou Lucilene Vaz, esposa do piloto. “A preocupação dele era principalmente com as crianças. Ele precisou ter calma […] Ele pediu ajuda para o pessoal da fazenda. Acho que foi um milagre. Todo mundo tem que agradecer a Deus”, acrescentou.
Segundo Lucilene, o piloto sentia dor do peito, por causa do impacto contra o manche da aeronave, e tinha pequenos ferimentos na cabeça e na perna. “Mas, ele está bem”, tranquilizou.
Desespero
Lucilene afirmou ainda que a apresentadora Angélica se desesperou no momento que seu marido anunciou que seria necessário fazer um pouso de emergência: “Na hora que ele avisou que ia ter que fazer o pouso forçado, a Angélica se desesperou e gritou muito”, contou, de acordo com informações do site Diário Digital.
A equipe de resgate ressaltou a perícia do piloto ao tomar decisões cruciais para o sucesso do pouso forçado: “Ele já procurou um espaço para que ele pudesse fazer o pouso de emergência. Você vê que aqui é uma região bastante acidentada, ele conseguir esse espaço e fazer esse procedimento é algo de bastante perícia”, disse o capitão do Corpo de Bombeiros Silvio Romero, lembrando que a aeronave sobrevoava a região da Serra de Maracaju no momento da falha mecânica.
O capitão do Exército Mauro Pascale, que atuou na operação de resgate, também elogiou o piloto: “Ele conseguiu aí fazer um pouso forçado, vamos dizer, com sucesso, e dado aí a energia envolvida no acidente aeronáutico, tenho certeza aí que foi uma sobrevida, uma segunda chance para esses tripulantes, passageiros e o piloto foi muito bem na operação dele, com certeza”.
O avião, que pertence à empresa Mato Grosso do Sul Taxi Aéreo, está com documentação regularizada e com manutenção válida até o dia 12 de junho, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
“Deus ajudou”
Na chegada ao hospital, o piloto Osmar Frattini concedeu uma rápida entrevista à repórter do programa Fantástico, da TV Globo, e contou que acreditava numa intervenção divina para o sucesso do pouso.
Piloto: Deus ajudou.Repórter: Mas por que o senhor não baixou o trem de pouso?Piloto: Porque se baixar o trem de pouso, já complica.Repórter: Mas o que aconteceu?Piloto: Uma pane.
Logo após a chegada ao hospital do casal de apresentadores, seus três filhos e as duas babás que estavam no avião, a Santa Casa de Campo Grande informou que todos foram submetidos a exames de tomografia e raio-x.
Luciano Huck caminhava com dificuldades e sentia dores, o que levantou suspeita de fratura em uma vértebra. Sua esposa chegou em uma maca, e os médicos suspeitavam de uma fratura na bacia. Um dos filhos do casal teve um corte no rosto.
Após os primeiros atendimentos, eles foram transferidos para uma base aérea em Campo Grande, onde embarcaram para São Paulo em dois aviões UTI móvel. Na chegada à capital paulista, foram diretamente para o Hospital Israelita Albert Einstein, onde foram submetidos a uma bateria de exames.
Brasília - Sem conseguir convencer dissidentes petistas, o governo conseguiu aprovar nesta terça-feira, 26, no Senado, por 39 a 32, o texto-base da Medida Provisória 665, que restringe o acesso a benefícios trabalhistas como o seguro-desemprego, o abono salarial e o seguro-defeso. Com isso, o texto, que integra o pacote de ajuste fiscal da presidente Dilma Rousseff, segue para sanção.
A apertada margem mostra que nem as concessões feita pelo governo ao longo do dia foram suficientes para convencer integrantes da base e os senadores petistas que desde a semana passada rejeitavam o teor da MP. Isso porque o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), após reunião com com o vice-presidente e articulador político do governo, Michel Temer, anunciou que a presidente Dilma Rousseff havia aceitado vetar parcialmente uma das modificações nas regras do pagamento do abono salarial que constam na MP.
Pelo acordo costurado com a base, o Executivo desistia de aumentar a carência exigida atualmente para o pagamento do benefício de um para três meses. No entanto, o governo manteve-se inflexível na defesa de que o repasse deve ser proporcional ao tempo trabalhado, outra alteração que consta no texto da proposta.
O gesto levou os três senadores do PT a manterem sua rejeição à MP. O grupo, encabeçado por Lindbergh Farias (PT-RJ), que na semana passada chegou a pedir a demissão do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, informou que não se sentia contemplado por um veto que não mexa no pagamento proporcional, item do qual o governo não abre mão. O PMDB vinha exigindo que o PT desse apoio integral ao texto e assumisse o ônus de votar a MP.
Hoje, antes mesmo da conclusão da votação, outro senador petista, Paulo Paim (RS), já afirmava que iria ao Supremo Tribunal Federal questionar a constitucionalidade da medida, caso ela fosse aprovada. Lindberg Farias disse que o grupo que tem defendido mudanças na forma de atuação do governo já "ganhou" ao desinterditar o debate sobre o rumo da política econômica. Segundo ele, daqui para frente esse grupo vai colocar "com mais clareza" as discordâncias quanto ao rumo dessa política do governo. "Eu acho que a gente fortalece aqueles setores da linha desenvolvimentista", afirmou.
A ex-petista Marta Suplicy aproveitou a votação para criticar o governo e antigo partido. Para ela, a presidente precisava ter "humildade" para reconhecer os erros. Marta também acusou o PT para traiu sua "essência" e "criação" ao propor as medidas provisórias do ajuste fiscal.
A oposição também não poupou críticas ao governo. Segundo o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que foi derrotado nas eleições presidenciais do ano passado, o ajuste fiscal proposto pelo governo não é o que seria aplicado caso o PSDB tivesse vencido a eleição. "Este não seria o ajuste do PSDB, que passaria pela racionalização da máquina pública", disse.
Sindicalistas também protestaram. A sessão teve de ser suspensa por cerca de dez minutos por conta da manifestação de representantes da Força Sindical que acompanhavam a votação da galeria do plenário do Senado. Em determinado momento, eles começaram a gritar palavras de ordem, como "Fora PT" e "Dilma, safada, ladrona de aposentados".
Ofensiva
A própria presidente Dilma Rousseff havia ligado para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na segunda-feira, 25, antes de embarcar para o México, para saber do procedimento das MPs. O peemedebista está em atrito com Planalto desde que o seu nome começou a integrar a lista de supostos envolvidos no esquema da Operação Lava Jato, que investiga o escândalo de corrupção da Petrobras.
Hoje, o vice-presidente Michel Temer escalou o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, para telefonar para os senadores rebeldes e tentar convencê-los a votar com o governo. Após se reunir com lideranças do governo, Temer afirmou que haveria votos suficientes para aprovar a MP.
Prazo
Além dessa medida, o governo precisa aprovar até 1º de junho duas outras MPs do ajuste, a 664 (que torna mais rígido o pagamento da pensão por morte e do auxílio-doença) e a 668 (que aumenta impostos de importação). Na prática, todas as medidas têm de ser votadas até essa quarta-feira, 27, porque na quinta-feira, 28, já não costuma haver número suficiente de senadores na Casa para sessões deliberativas.
Hoje, Temer negou que o governo tenha estudado deixar a 664 perder a validade para que Dilma não tivesse o ônus político de vetar a emenda que alterou as regras do fator previdenciário. Lideranças do PMDB até cogitaram pedir uma inversão de pauta, mas recuaram com medo de que o desgaste por não aprovar o fator recaísse sobre a legenda. (Colaborou Erich Decat)
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